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Quem viu o que fiz no rali não duvida de retorno à F-1, diz Kubica

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LONDRES, REINO UNIDO (UOL/FOLHAPRESS) - Uma história de superação sem paralelos na história da Fórmula 1. Robert Kubica voltará ao grid da categoria em 2019, oito anos depois de um acidente que quase lhe tirou a vida em uma competição de rali.

O polonês perdeu o controle do carro e bateu contra o guard rail, que se quebrou e entrou em seu carro, praticamente decepando seu braço direito. Após dezenas de operações, Kubica voltou a pilotar justamente no rali, já com um plano em mente: provar para si mesmo que conseguia competir no que considera a forma mais completa de automobilismo.

O polonês só voltaria a pilotar um F-1 pela primeira vez, contudo, em junho do ano passado e, depois de um ano como piloto de testes da Williams, conseguiu reunir patrocinadores e ganhar a confiança do time para concretizar um retorno no qual poucos apostavam.

Mas o piloto de 34 anos terá que conviver com a desconfiança em relação a sua capacidade. Na última vez em que esteve em um carro de F-1 antes do acidente, em fevereiro de 2011, ele foi o líder dos testes da pré-temporada. Agora, um dos pilotos mais conceituados de sua geração tem a difícil missão de tirar a tradicional Williams da lanterna enquanto corre contra o tempo para se readaptar à categoria.



PERGUNTA - Quando ficou claro para você que voltaria à F-1 pela Williams?

ROBERT KUBICA - Para mim, foi ainda no ano passado. Eu tinha muita confiança de que poderia voltar. Mas é claro que havia outras coisas envolvidas. Até mesmo se eu fosse chefe de equipe, eu teria dúvidas de que poderia voltar. No nosso primeiro encontro, falei para eles que, se tivessem qualquer dúvida, não deveríamos nem começar, porque senão, no primeiro momento de dificuldade, vão culpar meu braço. Primeiramente, eu tinha que estar convencido de que poderia fazer isso, mas a equipe também precisava ter confiança.



P - Em relação às limitações físicas, você acredita que conseguirá pilotar um carro de F-1 de maneira absolutamente competitiva?

RK - É uma história que provavelmente ninguém viveu antes. E o único que nunca duvidou fui eu mesmo, embora nós soubéssemos que talvez fosse algo inatingível. Muitas coisas tinham que acontecer e muito trabalho teria de ser feito. Mas, em relação a minha pilotagem, acho que é simples: em pouco tempo vocês verão. Se não achasse que poderia ser competitivo, não estaria aqui. As pessoas veem minhas limitações e perguntam: como é possível? É difícil acreditar, mas a Williams viu durante esse ano e eu tenho visto desde a primeira vez que voltei a pilotar um F-1, em junho do ano passado, que eu posso fazer isso. Minhas limitações não são tão ruins quanto as pessoas acham.



P - Mas há alguma situação particular em que você pode ter mais dificuldade, como no molhado, por exemplo?

RK - Qualquer um que entenda um pouco de pilotagem, depois de ver as coisas que eu fazia no rali, não diria isso. A maioria das pessoas não entendeu por que eu voltei a competir no rali, mas entendi que era a melhor forma de forçar os limites de forma que eu pude compreender que, se eu conseguisse fazer aquelas coisas, eu poderia correr em qualquer tipo de categoria no mundo.



P - Há um ano, a Williams entendeu que você não estava pronto para voltar. O que mudou de lá para cá?

RK - Muitas pessoas veem isso como uma derrota para mim, mas acho que este ano foi muito útil por ter tido a oportunidade de trabalhar com a equipe e de pilotar o carro. As pessoas lembram do piloto que eu era no passado mas, quando eu cheguei para testar em Abu Dhabi ano passado, era só a segunda vez que eu andava nos carros da nova geração. Esse ano me deu a oportunidade de entender melhor esse carro do ponto de vista técnico e eu também pude entender, sob outra perspectiva, como a equipe funciona. Quando você é piloto, está focado em seu trabalho e sua visão acaba sendo limitada. Pude ver o que o time pode fazer melhor e é por isso também que estou empolgado para o ano que vem.



P - Qual é sua expectativa com esse retorno? Você quer esquecer a primeira parte de sua carreira ou espera voltar tão bom ou melhor do que no passado?

RK - É uma boa pergunta. De um lado, eu tenho muita experiência dentro e fora da F-1 e sei o que é preciso para estar no topo. Então não tenho medo. Sei que é algo que requer muito trabalho e dedicação e estou pronto. Do ponto de vista de pilotagem, acho que, com os testes de pré-temporada, chegarei pronto à Austrália. Em 2019, todos começaremos do zero, então não temo que esse tempo que fiquei longe faça diferença. Se eu fizer bem meu trabalho, tenho certeza de que todos ficarão felizes.

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